17ª Edição da Primavera dos Museus trás discussões sobre heterossexualidade compulsória e cursinhos para pessoas trans

Por Iuri Brito e Vitor Carlo

Começou ontem (19), a 17ª edição da Primavera dos Museus, com o tema “Memórias e Democracia, pessoas LGBT+, Indígenas e Quilombolas”, no Museu Literário Profa. Amélia de Sousa Almeida que fica dentro do Centro de Cultura Camillo de Jesus Lima. O evento, que é realizado pelo Programa Nacional de Incentivo à Leitura, Proler, acontece até o próximo Domingo (24).

No primeiro dia, a Pró-Reitora de Ações Afirmativas e Permanência Estudantil, Proapa, da Uesb, Adriana Amorim e o Mestre em Ciências Sociais pela PUC Minas, Flávio Passos, trouxeram como discussão a heterossexualidade compulsória e cursinhos para pessoas trans.

Estiveram também presentes na roda de conversa, alunos da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, Uesb, da Universidade Federal da Bahia, Ufba, representantes do Centro Acadêmico, CA, do curso de Biologia da Uesb e a organização do Proler.

A Pró-Reitora que abriu a primeira discussão da noite, trouxe relatos sobre sua experiência pessoal que constrói a sua trajetória no autoconhecimento enquanto mulher lésbica, que se reconheceu publicamente, aos 40 anos. A professora da Uesb também abordou sobre como a heterossexualidade compulsória interfere nas narrativas de pessoas LGBTQIAPN+. “A gente pode ser tudo. A gente pode se desprender disso e só ser gente. Vai ser tão lindo quando a gente descobrir que a gente pode enfim começar a ser gente. Milton Santos fala: ‘estamos vivendo na pré história da humanidade’, a gente está começando agora. Acho que o não binarismo pode ser o parto da humanidade”, afirmou a Pró-Reitora em uma das suas falas finais.

O professor Flávio Passos também ressaltou sobre a necessidade de políticas públicas para entrada de pessoas trans no ensino superior, além do papel de cursinhos para incentivar essas pessoas a entrarem na universidade.

Thais Rithielli que é Psicóloga e mestranda em Psicologia da Saúde pela Ufba e que também participou do primeiro dia de evento, enfatizou a importância da inclusão e incentivo para pessoas trans entrarem na universidade. “Pessoas trans por passarem por um histórico de violência não conseguem concluir o ensino fundamental II e médio. Em que momento a educação está falhando para que isso aconteça?”, indagou a mestranda.

O evento é organizado pelo programa de extensão da Uesb que pertence ao Departamento de Ciências Sociais Aplicadas.

 

 

 

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