O sabor da carne fresca (+18)
Por Alan Martins
Seu corpo estava bem próximo do meu. Eu podia sentir o calor emanando de
seu corpo másculo. A vontade de beijá-lo gritava forte em minha mente naquele
instante. Por vezes, questionei-me se isso era mesmo real, visto que me parecia
muito estar dentro de uma cena empolgante e sensual de um filme. Mas, de fato,
era real, tanto que eu não tive a coragem de tentar roubar-lhe um beijo. Lembro-me
que, após refletir sobre os resultados daquele encontro, desviei o olhar para baixo
aceitando a derrota.
Entretanto, vencendo o medo da discriminação e da autossabutagem, eu
provei da tua carne, massageando e acariciando teu corpo excitantemente. Cada
canto de minhas mãos tocaram o céu do teu corpo. Vi-me nas nuvens sem nem
mesmo ter tirado os pés do chão e, este último, transmutou a sua função para
tornar-se a cama de dois corpos sedentos por prazer.
Eu te masturbo e tu me masturbas numa dança sincronizada que pende ao
orgasmo sensorial. Eu mordo de leve o seu pescoço e o seu peito quase na
tentativa de arrancar pedaços, porém, na busca por tua essência de ser. Quero
provar do teu sumo… Te levo até a sala onde você teria as próximas aulas da noite.
Subimos ao primeiro andar e, admirando a paisagem à frente da sacada, trocamos
palavras e sorrisos suaves. Vou-me embora prometendo lhe entregar o meu número
de WhatsApp para conversarmos posteriormente.
Será se ele vai me chamar? Será se, enfim, encontrei alguém que, tão logo,
eu poderei chamar de namorado? Só o tempo me dirá e espero que não demore,
pois estou farto de viver como um homem solitário. Quero encontrar alguém que eu
ame verdadeiramente. Que não seja simplesmente por prazer, mas com amor
ocitocinante.
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