Douglas Souza

Não tem bolha que resista! Quem tem redes sociais provavelmente ouviu falar em Douglas Souza nas últimas semanas, jogador da seleção masculina de vôlei que viralizou recentemente. Aos 25 anos, Douglas é parte essencial da equipe que representa o Brasil nas Olimpíadas de Tóquio (além de já ter levado medalha no voleibol nas Olimpíadas do Rio, em 2016), mas o que realmente o trouxe para os holofotes foi sua irreverência e bom humor, somando isso ao talento, Douglas Souza acumulou 2.7 milhões de seguidores no Instagram até 26/07.

Orgulhosamente gay, ele se junta a muitos outros LGBTQIA+ que tornaram Tóquio 2020 a Olimpíada com maior diversidade sexual (assumida) da história. Na verdade, de acordo com a Agência Brasil, são mais de 160 atletas do vale. Constantemente entre os assuntos mais comentados do Twitter, é a espontaneidade nos posts do jogador (que sempre mostra os bastidores da Vila Olímpica) que o tornou tão querido.

Nascido em Santa Bárbara d’Oeste, interior paulista, era menino de brincar até tarde no meio da rua, vôlei incluso. Por conta da bronquite, precisava praticar esportes e passou por muitos (handebol, capoeira, ginástica etc) até chegar à modalidade que domina tão bem hoje em dia. Sempre muito transparente, Douglas nunca foi de esconder nada, muito menos sua sexualidade.

Em entrevista ao G1, ele conta que sempre soube que gostava de meninos, mas não ligava por não considerar algo importante. Foi a partir da adolescência que ele realmente percebeu sua orientação sexual, apesar de sempre ter tido conhecimento. Para ele, sempre foi muito tranquilo. Não contou pra família por simplesmente não achar relevante, saiu cedo de casa e um dia voltou com um namorado, sem se preocupar em sair do armário. Douglas diz que não teve idade para se revelar gay, porque sempre foi.

Apesar dos avanços, o enraizamento do preconceito na sociedade ainda se faz presente em sua vida às vezes, mas o jogador é sucinto em dizer que é uma luta diária, uma desconstrução que vem com o tempo. Inclusive no esporte, Douglas diz ver as coisas levemente mais abertas e tem muito orgulho de levantar a bandeira e se posicionar, seja em dias de luta ou dias comemorativos, sempre em prol da comunidade. Ele se posiciona só de estar na seleção, dando a cara a tapa para todo mundo.

Douglas não quer privilégios, só igualdade. Mesmos direitos e oportunidades. Sendo quem é hoje, com todas as coisas que já conquistou e há de conquistar, ele sabe que pode servir de exemplo para muitos outros por aí, e é exatamente isso que quer ser. Não existia nenhum Douglas Souza na época dele, então teve de ser o primeiro. Se ele chegou, outros também podem. Sem medo de serem felizes, do jeito que forem.

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