Você sabe o que é “Pink Money”?

A expressão em inglês “pink money” vai muito além da sua tradução literal para o português (dinheiro rosa). Basicamente, o pink money se refere ao poder de compra da comunidade LGBTQIA+, o potencial de consumo de produtos e serviços dessa parcela da população. Estudos mostram que ao menos 10% da população mundial é LGBT, e o censo do IBGE de 2010 indicou que casais homoafetivos têm cerca de duas vezes mais renda que os casais heterossexuais, além de gastarem, em média, 30% a mais. Logo, o pink money é bastante significativo para o mercado e a economia mundial. 

Além de ser um importante aspecto no que diz respeito à compreensão da geração de emprego, renda, poder aquisitivo e tendências de consumo do movimento LGBT, o pink money movimentou, apenas no Brasil, cerca de 420 milhões de reais em 2020, de acordo com uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasileiro de Diversidade Sexual (IBDSEX). Entre um dos fatores para essa tendência, é possível citar os diversos hábitos de consumo. Setores como turismo, entretenimento e as atividades de lazer, assim como tecnologia e vestuário.

Mas falando de pink money, é importante também frisar um outro conceito, derivado do primeiro: o pinkwashing. O termo pinkwashing, ou “lavagem rosa” em português, é um termo de muitos significados que vem sendo relacionado à apropriação dos movimentos de liberdade sexual e de gênero, com o único intuito de autopromoção, considerando que, dentro dessas empresas ou organizações, se encontram preconceitos e a falta de políticas realmente inclusivas.

Para as marcas, abraçar a comunidade se tornou um movimento muito lucrativo, tanto financeiramente falando quanto em termos de branding. De acordo com uma publicação de 2019 do Inova Social, os millenials costumam ignorar comerciais e publicidades, mas sua grande maioria realmente se importa com marcas que, de alguma forma, dialogam com eles e contribuem para a sociedade. Ainda de acordo com essa mesma publicação, com 65% dos millenials e apenas 48% dos membros da Geração Z se identificando exclusivamente como heterossexuais, faz bastante sentido que as marcas declarem seu apoio à comunidade LGBTQIA+.

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